Produtores dobram produção de leite e ganham prêmio de qualidade com técnicas da Secretaria

26/06/2015
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A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo mudou para melhor a rotina de produção de leite do Sítio Santa Catarina, no Bairro dos Leites, em Angatuba, com a chegada do Projeto Cati Leite, desenvolvido por meio de sua Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati). De uma propriedade problemática, se tornou o primeiro lugar da fase estadual do prêmio “Programa de Qualidade do Leite Começa Aqui!”, da DSM Tortuga, além de referência para os interessados no Projeto.

 

A propriedade do casal Vera Lucia Justo dos Santos e Oslei José dos Santos encontrava dificuldades para equilibrar receita e despesa, além de enfrentar problemas para incrementar sua produtividade. Foi quando em agosto de 2012 buscaram a ajuda da Cati, na Casa de Agricultura de Angatuba, e viram já no mês seguinte, setembro, sua produção entrar nos eixos com a assistência oferecida pelos técnicos da Secretaria.

“Não sabíamos como mexer direito com as coisas, principalmente na parte de pastagem. Poderíamos até ter desistido se não fosse a ajuda da Cati”, reconhece Oslei José. A produção de leite era um sonho antigo dele, guardado em uma carta no fundo de uma gaveta e colocado em prática somente depois que Vera encontrou o escrito de seu marido. Aposentado em 2009, Oslei pôde se dedicar a seu sonho e, com a ajuda da esposa, explorar o sítio que recebeu de herança da família.

 

Mas a inexperiência fazia com que as contas não fechassem no fim do mês, colocando em risco a realização do casal. A chegada do Cati Leite analisou toda a cadeia de produção do Santa Catarina, começando pela gestão, conferindo despesas e receitas e custo de produção de volumoso. O maior gargalo da produção do casal estava na alimentação dos animais, resolvida com a redução das despesas fazendo uma nutrição balanceada, por meio da pastagem rotacionada, com alto índice de proteína e energia e diminuindo o gasto com a silagem.

 

Melhor nutridas, as vacas começaram a produzir mais, saindo de 200 litros/dia para 420 litros/dia, e, já em dezembro de 2012, três meses após o início da aplicação das técnicas, o lucro começou a ser visto. O Santa Catarina contou com um fluxo de caixa positivo de R$ 29.568,82 no ano de 2013 e R$ 30.847,73 no ano de 2014. A melhora motivou a ida da filha, do neto e do genro do casal para o campo (com direito a salário de R$ 2 mil).

“Fico feliz de ver que a Secretaria tem essa visão de convergência entre pesquisa e produção. A finalidade maior do governador Geraldo Alckmin na agropecuária é o produtor rural, principalmente o médio e o pequeno”, destaca Arnaldo Jardim, secretário de Agricultura e Abastecimento. Para o secretário, essa postura proativa “é a melhor maneira de enfrentar o desafio de incentivar o pequeno produtor”.

 

Adaptação

Motivos particulares fizeram a filha, o neto e o genro do casal deixarem a propriedade, que teve de se adaptar à mão de obra reduzida a duas pessoas sem perder em produtividade, fixada atualmente em 180 litros/dia. “Daqui a 30 dias já tenho vacas dando cria, o que aumentará mais a produção”, comemora Oslei, revelando 200 litros/dia como meta na nova fase.

 

O objetivo dos produtores é reduzir o número de animais e irrigar suas pastagens para contar com elas 365 dias por ano, uma maneira de diminuir ou até mesmo acabar com o uso de silagem de milho e cana­de­açúcar. O casal quer também construir uma sala de ordenha com fosso para facilitar o trabalho, todas medidas para baixar os custos de produção e otimizar a mão de obra, pois Oslei tem algumas limitações físicas.

 

Técnico responsável por acompanhar de perto a evolução do sítio, o médico veterinário Luiz Gustavo Quirino Pimentel conta que foi essencial introduzir a assistência técnica. “Muitas propriedades têm tecnologia, mas não têm a técnica. São ajustes que a técnica faz em uma propriedade que mudam totalmente a realidade dela”, aponta.

 

O Santa Catarina está sempre aberto a visitantes e conta até agora em seu livro de visitas com 171 assinaturas. Em fevereiro de 2013, foi realizado um “Dia de Campo” sobre conservação de forragens na propriedade, com a presença de 40 produtores. A Cati voltou a usar o sítio como exemplo em 28 de agosto de 2014, com o “Dia de Campo” sobre o projeto Cati Leite, com cerca de 70 participantes conhecendo o sucesso de Vera e Oslei.

 

Pelo Estado

O Projeto Cati Leite está implantado em 36 Regionais da Cati, 264 Casas de Agriculturas e em 1.552 propriedades do Estado de São Paulo. As regiões com maior número de produtores cadastrados são Dracena, São José do Rio Preto, Guaratinguetá e Bragança Paulista.

 

Para auxiliar ainda mais, a Coordenadoria editou o “Manual Técnico 80 – CATI Leite” e comercializa a publicação para produtores, técnicos e interessados em geral. Para mais informações basta entrar em contato no Setor de Publicações pelo telefone (19) 3743­3858.

 

Data da Publicação: 26/06/15

Fonte: Terra Viva

http://www.terraviva.com.br/Clique2015/2606leitesp.pdf

 

 

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