Leite adulterado em SC foi fornecido a grandes marcas nacionais

25/08/2014
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Nestlé, Danone e Mococa estão entre as empresas que teriam comprado produto de fornecedores identificados

 

Na última terça-feira (19), vinte pessoas foram presas suspeitas de participarem de um esquema de adulteração de leite. O caso aconteceu em Santa Catarina e contou com uma ação conjunta do Ministério Público Estadual, Polícia Civil, Militar e Ministério de Agricultura. As prisões aconteceram na região oeste do estado, nas cidades de Lajeado Grande, Ponte Serrada e Mondaí.

 

Também aconteceram prisões em Vista Alegre, no Rio Grande do Sul. As investigações apontaram o uso de soda cáustica e água oxigenada no leite que estava sendo comercializados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo por empresas fornecedoras da Danone, Mococa e Nestlé, outras marcas que ainda passarão por uma perícia.

 

Cada uma chegou a vender mais de 70 mil litros de leite adulterado. O Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), responsável pelas operações Leite Adulterado I e II afirma ter conseguido imagens de funcionários adicionando os produtos químicos em caminhões.

 

De acordo com o Ministério Público, as empresas estariam adulterando o produto ao acrescentar água, para ganhar volume, e formol (ureia) e soda cáustica com o objetivo de estabilizar o leite, evitando que estragasse. Essas substâncias, além de tornarem o produto nocivo à saúde, também influenciam na redução do seu valor nutricional.

 

Também é importante destacar que o formol é considerado cancerígeno pela Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (IARC), desde 2004.

 

De acordo com nota enviada ao Jornal da Band, a Nestlé afirmou que o leite "passa por rigorosas análises nos postos de coleta de leite e, quando alguma irregularidade é encontrada, o produto é rejeitado e devolvido". Já a Mococa informou que ainda não havia sido informada sobre o problema e que conta com um responsável técnico para analisar o leite dos fornecedores. A Danone, por sua vez, declarou que adota medidas preventivas contra fraudes de forma sistemática e que já interrompeu a compra do leite do fornecedor denunciado.

 

Atualização

 

Em nota enviada ao Administradores.com, a Nestlé reafirmou que utiliza processos que impedem a utilização de quaisquer matérias-primas que não atendam aos padrões de qualidade e segurança da empresa. Além disso, segundo a Nestlé, o volume de leite apontado nas investigações como adulterado correspondia a um volume "extremamente baixo" em relação ao total adquirido pela empresa no Brasil e que os acusados não são mais fornecedores da companhia. Confira abaixo a nota.

 

NOTA

 

A Nestlé informa que garante a qualidade de todos os produtos que fabrica e isso é possível por meio de um rigoroso controle de qualidade aplicado a todas as matérias-primas utilizadas na fabricação destes produtos. Essa garantia de qualidade faz parte do dia a dia da companhia, que reforça seu compromisso e respeito com seus consumidores, clientes, fornecedores e público em geral.

 

Em relação ao leite fresco que adquire, a Nestlé vale-se de rigorosas análises laboratoriais, que realiza diretamente nos seus postos de coleta de leite. Nossos processos impedem a utilização, em nossas fábricas, de qualquer matéria-prima que não atenda aos mais altos padrões de qualidade.

 

Assim, como é de conhecimento dos nossos fornecedores, qualquer irregularidade na matéria-prima fornecida acarreta a sua imediata rejeição e consequente devolução por parte da Nestlé. Desta forma, a Nestlé assegura que todos os ingredientes utilizados na fabricação de seus produtos possuem o mais alto nível de qualidade.

 

Fonte: Zero Hora

 

Publicada em sábado, 23 de agosto de 2014

 

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