Faesc e Senar investem na capacitação do produtor de leite de SC

22/07/2014
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A Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc) orienta que os produtores de leite das regiões têm até 2016 para se adequarem às exigências de qualidade da Instrução Normativa 62, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que entrou em vigor neste mês.

 

“Estamos trabalhando para que todo produtor catarinense cumpra os novos parâmetros”, enfatiza o presidente José Zeferino Pedrozo. Lembra que as indústrias adotaram o critério de pagamento por qualidade e, assim, o produtor que atende as exigências recebe valor maior pelo litro do produto.

 

A nova regra substitui a Instrução Normativa 51, editada em 2002, cujo prazo para adaptação venceu em este ano, e muda os parâmetros para a contagem bacteriana total (CBT) e a contagem de células somáticas (CCS).

 

A IN-62 trata da qualidade do produto entregue pelos produtores para processamento industrial quanto à composição, níveis máximos de contaminação bacteriana após a ordenha, controle de mastite e normas para o resfriamento e seu transporte.

 

Pedrozo assinala que a nova norma está orientada para atender o consumidor com a absoluta garantia de qualidade. Por isso, as mudanças de parâmetros envolvem toda a operação leiteira – ordenha, higienização, armazenamento etc. O objetivo é atingir o nível de qualidade dos produtos oriundos da União Européia, que há 50 anos adota programas de qualidade.

 

Pedrozo, que também preside o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) em Santa Catarina, destaca que esse organismo desenvolve o Programa de Produção de Leite de Qualidade – Leite Legal. O programa qualificou 1.800 produtores catarinenses, por intermédio de 225 treinamentos, no período de agosto de 2013 a abril deste ano.

 

A iniciativa está sendo executada em todo o Brasil pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em convênio com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

 

Os treinamentos incluem exposição teórica de oito horas com ênfase sobre diagnóstico, prevenção e tratamento de mastite bovina, importância da qualidade da água utilizada no processo produtivo, limpeza, higienização e sanitização de instalações, utensílios e equipamentos utilizados na ordenha, resfriamento e do armazenamento do leite e controle da brucelose e da tuberculose bovina do rebanho.

 

A partir do segundo dia de treinamento, o prestador de serviço em instrutoria realiza o acompanhamento e a orientação técnica sobre manejo da ordenha em cada uma das propriedades dos produtores que participaram da parte teórica, permanecendo quatro horas em cada propriedade visitada.

 

Em Santa Catarina, o programa é executado em parceira com 19 agroindústrias ou cooperativas que atuam na atividade leiteira e conta com 22 prestadores de serviço em instrutoria para o Senar. A meta do programa é concluir até dezembro de 2015, 750 treinamentos, beneficiando 6.000 produtores catarinenses.

 

“Os primeiros resultados são animadores, os produtores treinados na primeira etapa do programa apresentam indicadores animadores no que diz respeito à qualidade do leite entregue às agroindústrias e cooperativas”, comemora o superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio Zanluchi.

 

As informações são do Sistema FAESC/SENAR.

 

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