ENCANTAR A CHINA COM OS PRODUTOS LÁCTEOS

09/09/2015
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A internacionalização do leite e seus derivados é uma das formas de controlar a crise que o setor vive na Europa, e a aposta mais recente do governo é conseguir que as exportações de produtos lácteos para a China, atinjam já em 2016 os 10 milhões de euros.

Para conseguir alcançar essa meta, num mercado que está aberto desde 2013, e para o qual já há 30 empresas nacionais habilitadas para exportar, o executivo convidou uma delegação de nove grandes grupos importadores de produtos lácteos da China, a visitarem Portugal e empresas do setor.

Para o secretário de Estado da Alimentação Nuno Vieira e Brito, "é viável ter este objetivo", dando conta que as empresas portuguesas que exportam leite e derivados para território chinês, têm vendas até junho deste ano na ordem dos 500 mil euros.

Além disso, Nuno Vieira e Brito, frisa, que "para além da distribuição dos nossos produtos no território chinês, estas empresas também têm uma área de plataformas eletrónicas de comercialização na China, ou seja os nossos produtos estarão no e.commerce".

O secretário de Estado lembra ainda que a internacionalização do leite "tem vindo a ser preparada desde, pelo menos, o anuncio do fim das quotas, e a solução de um país como Portugal teria que passar pela exportação, mas não apenas de leite, porque não poderia nunca ser em quantidade, mas em valor acrescentado".

Por isso, além do leite em pó para Brasil e Angola, a aposta passou também por "Magreb, Marrocos, Médio Oriente, EUA, nestes casos, tal como estamos a prever para a China, as exportações são de produtos derivados do leite, e que têm registado um bom crescimento". O valor das exportações no ano passado foi de 330 milhões de euros, mais 5% que no ano anterior.

O responsável sublinha a "capacidade diferenciadora dos produtos nacionais. Por um lado, a qualidade de segurança alimentar é muito elevada, depois temos uma grande diversidade que consegue aliar a inovação como o que há de mais tradicional, e isso ocupa um nicho de mercado já gourmet".

Para a FENELAC, "todas as iniciativas para promover novos mercados são positivas, mas não resolvem o problema, a falta de políticas da UE", disse Fernando Cardoso.

Fernando Cardoso frisa que a entrada em novos mercados, como a China, "não é algo simples, é demorado e deve ser bem ponderado, não é para todos. É um trabalho de fundo, definir os produtos, as embalagens, como se vai entrar no país, quais os custos aduaneiros, é um processo complexo".

Naturalmente, saliente, "não podemos ficar parados à espera que a crise se resolva, temos que procurar outros caminhos, mas não são a solução".

Data da Publicação: 09/09/2015

Fonte: Laticínio.net

http://www.laticinio.net/noticias/completa/17315_encantar-a-china-com-os-produtos-lacteos

 

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