Como garantir o ganho de peso da boiada no outono-inverno

04/03/2016
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Com a chegada do mês de março - “fechando o verão”, como diz a obra-prima de Tom Jobim - aproxima-se o fim da temporada dos pastos verdejantes e viçosos. No outono, fase de transição, as pastagens começam a perder em qualidade em função da diminuição das chuvas e redução da luminosidade. O capim perde proteina e outtros nutrientes, não conseguindo proporcionar aos animais o mesmo ganho de peso do período anterior.

 

A situação é mais crítica no inverno, a partir de junho. Para Gustavo Rezende, consultor da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) de Colina, SP, a menos que o produtor trabalhe com irrigação, não há muito o que se fazer com o pasto. “Uma das estratégias que ajuda a invernada a sofrer menos no período é fazer o pastejo rotacionado, estipulando o tamanho do capim na entrada e saída dos animais, de acordo com o tipo de cultivar escolhida”, afirma.

 

Em termos de manejo, o fator crucial é a taxa de lotação da propriedade. Como o capim não produz o mesmo volume de matéria verde, o pasto não suporta a mesma quantidade de animais. Sendo assim, o produtor deve reduzir seu rebanho vendendo ou abatendo os animais. O número de cabeças por hectare depende da qualidade do pasto em cada fazenda. “Não há uma receita de bolo”, afirma.

 

E o gado?

No período de outono, o pecuarista deve dar atenção especial às vacas, pois é exatamente nessa época do ano que elas estão desmamando os bezerros, estando já prenhes da última estação de monta. Nesse sentido, Rezende aconselha o produtor a suplementar as matrizes com 400 a 500 gramas de proteico-energético por dia, para garantir uma boa nutrição tanto para as fêmeas como para o feto. “Os bezerros também podem ser suplementados, em creep-feeding, durante a fase de amamentação”, destaca.

 

Os garrotes e bois magros devem receber um proteico-energético, na proporção de 0,3% a 0,5% do peso vivo/animal/dia. A fórmula do suplemento pode variar de acordo com a categoria animal, com a região onde está localizada a fazenda e com o sistema de produção.

 

“Os ganhos não serão os mesmos das águas, mas, assim, o pecuarista consegue fazer com que o animal continue ganhando peso”. Como exemplo, Gustavo cita um estudo conduzido por Marcela Roth, que aponta que os animais alimentados apenas com sal e ureia reduzem seu ganho de peso em 86% durante o período de seca, enquanto os suplementados a queda é de 41%.

 

Data da Publicação: 03/03/2016

Fonte: Portal DBO

http://www.portaldbo.com.br/Revista-DBO/Noticias/Como-garantir-o-ganho-de-peso-da-boiada-no-outono-inverno/15556

 

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