China: crescimento das importações de lácteos mostra mudanças nas preferências

21/01/2015
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Tradicionalmente um mercado consumidor de commodities lácteas, a China está desenvolvendo rapidamente um gosto por queijos, com os primeiros 10 meses do último ano mostrando um grande crescimento nas importações, interesse e consumo desse produto.

 

Entre janeiro e outubro de 2014, a China importou 56.028 toneladas de queijos – não é uma quantidade muito grande pelos padrões mundiais, mas já quase 10.000 toneladas a mais do que o total do ano anterior. Além disso, esse crescimento deverá continuar à medida que cada vez mais chineses afluentes se voltam aos sabores consumidos no ocidente.

 

O Baidu.com, a ferramenta mais popular de busca na internet na China, reportou um aumento de 605 nas buscas pela palavra “queijo” nos últimos três anos, enquanto pizza, batata assada com queijo e brócolis assado com queijo estão se tornando cada vez mais populares.

 

Os principais beneficiários desse novo gosto adquirido pelos chineses por queijos até agora foram Nova Zelândia, Austrália e Estados Unidos, com os fabricantes de queijos da Europa ficando para trás, disse a analista de Guangzhou, CCM.

 

A Nova Zelândia, com seu sistema de tarifas estabelecido, continua sendo a fonte preferida de queijos da China, com as importações da Nova Zelândia entre janeiro e outubro de 2014, totalizando 24.013 toneladas, 44% a mais que no mesmo período de 2013. Entretanto, a Austrália está aumentando rapidamente sua participação. Suas exportações totais de queijos à China aumentaram em 78% no ano, para 15.189 toneladas, e suas exportações deverão aumentar mais em 2015 novamente, graças ao acordo recentemente assinado de livre comércio entre Austrália e China.

 

As importações de produtos dos Estados Unidos pela China também aumentaram, em 27% com relação ao ano anterior, para 10.084 toneladas; no entanto, os Estados Unidos agora ficaram decisivamente atrás de seus rivais da Oceania.

 

A Nova Zelândia, uma dos maiores exportadores de lácteos do mundo, agora exporta mais de duas vezes queijos para a China do que os Estados Unidos, e a diferença entre Austrália e Estados Unidos aumentou de 593 toneladas em 2013 para 5.105 toneladas em 2014.

 

Ao mesmo tempo, a China está desenvolvendo firmemente o gosto pelos queijos europeus, tendo visto importações da França, da Itália, da Dinamarca, da Alemanha e da Holanda aumentar em pelo menos um quarto no último ano, apesar de em termos absolutos esse volume ser uma gota no oceano. O volume total de importações das cinco principais nações europeias somaram 4.969 toneladas, menos de um quinto da quantidade importada da Nova Zelândia.

 

O desempenho relativamente ruim da Europa poderia ser devido ao fato de grande parte da demanda na China atualmente ser para queijos processados e para serviços alimentícios, enquanto muitos fabricantes de queijos europeus focam em produtos de maior valor para o varejo.

 

A China está atualmente importando queijos dos Estados Unidos, Nova Zelândia e Austrália a uma média de US$ 4,71 por quilo, US$ 5,10 por quilo e US$ 4,69 por quilo, respectivamente, comparado com US$ 8,14 da França, US$ 8,27 da Itália e US$ 8,51 da Dinamarca. Isso sugere que os fornecedores europeus estão atualmente focando em produtos de maior qualidade no varejo.

 

Além disso, os fornecedores dos Estados Unidos e da Oceania mantêm vantagens estratégias com relação aos competidores europeus. Além dos acordos de livre comércio com Nova Zelândia e Austrália, os países se beneficiam de um melhor acesso ao mercado devido aos menores custos de frete, junto com os fornecedores da costa oeste dos Estados Unidos. A reportagem é do Dairy Reporter, traduzida pela equipe MilkPoint.

 

Fonte: MilkPoint

 

Publicada em terça-feira, 20 de janeiro de 2015

 

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