BRDE repassa R$ 89 milhões à cadeia do leite

30/06/2015
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O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) vai financiar R$ 89,3 milhões para a cadeia produtiva de leite. Serão beneficiadas as cooperativas Santa Clara, Central Gaúcha (CCGL), e Languiru. Os recursos devem ser aplicados nas construções de uma nova indústria e de um armazém de produtos lácteos e na aquisição de um centro de distribuição. Os contratos foram assinados ontem, em cerimônia realizada no Palácio Piratini, pelo governador José Ivo Sartori, pelo vice­presidente do BRDE, Odacir Klein, e diretores das cooperativas.

 

Na ocasião, Klein projetou um incremento de R$ 22,5 milhões no retorno de ICMS a partir dos investimentos na cadeia leiteira, destacando o fato de que R$ 35 milhões foram garantidos por meio do Plano Safra 2014/2015, que se encerra amanhã e apresenta juros mais baixos. "Corremos contra o tempo na tentativa de enquadrar pelo menos parte do financiamento antes da finalização do último plano, pois há uma diferença de mais que o dobro entre o percentual de juros para o Plano Safra 2015/16", lembrou.

 

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat­RS), Alexandre Guerra, as linhas de crédito permitirão a ampliação do setor e a melhoria da qualidade da matéria­prima. Atualmente, o Estado produz pouco mais de 12 milhões de litros por dia, atrás apenas de Minas Gerais. "Mesmo em um ano de margens ajustadas, tanto para a indústria como para o produtor, precisamos investir para modernizar a logística e criar novos empreendimentos que deem vazão ao aumento da produção gaúcha", afirmou Guerra.

 

As três cooperativas representam mais de 10 mil produtores e recebem 2,2 milhões de litros de leite por dia, quase 20% da produção gaúcha. A Santa Clara, que possui quase 5 mil associados e atua em 100 municípios, receberá o maior aporte: R$ 70 milhões para a construção de uma nova planta de leite UHT, em Casca, localizada no Noroeste do Estado. Segundo o presidente da cooperativa, Rogerio Sauthier, a expectativa é de que a cooperativa possa dobrar sua capacidade de produção, chegando aos 400 mil litros por dia de produtos lácteos e derivados de leite. No local, devem ser gerados 166 empregos diretos.

 

A CCGL, por sua vez, teve aprovado um crédito de R$ 8,6 milhões para a construção de um armazém de lácteos, com 7,5 mil metros quadrados e capacidade para 9,6 mil toneladas, em Cruz Alta. A obra tem o objetivo de substituir espaços alugados em cidades vizinhas, possibilitando a centralização da armazenagem e despacho de leite em pó da Indústria de Laticínios. A cooperativa pretende reduzir seus custos de frete e garantir a manutenção da qualidade devido à menor necessidade de trânsito e manuseio. Cerca de 20 empregos diretos serão criados no local, onde, hoje, são produzidos 1 milhão de litros por dia.

 

Para a Languiru, serão disponibilizados R$ 10,6 milhões para aquisição de um centro de distribuição da Cooperativa Regional de Desenvolvimento Teutônia Certel e capital de giro associado. Além disso, os recursos bancarão reformas nas instalações e a compra de equipamentos e móveis, gerando 60 oportunidades de trabalho. Com o negócio, a cooperativa, que possui quase 6 mil associados, quer agilizar as entregas, melhorar a armazenagem e reduzir os custos com fretes.

 

Data da Publicação: 30/06/15

Fonte: Terra Viva

http://www.terraviva.com.br/Clique2015/3006leiters.pdf

 

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